Pelos meus tênis velhos e sujos
Sinto o suor sujo do medo
O medo do sujo que muda
Que muda
Que imuta
Pelos meus tênis velhos e encardidos
Vejo a falta de luz do nada
A vida parando em Staccato
Na desordem, na fuga
Pelos meus tênis velhos e acabados
Escuta-se o grito calado
Os gemidos sufocados do cotidiano
Pelos meus olhos confusos eu me acho
Alinhados aos seus
Nos seus olhos multi cores
Transfigurando tristezas e alegrias
Me olhando lá no fundo
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